Urban Exploration: termo conhecido como o ato de desbravar lugares que você provavelmente não deveria ir. Para alguns, fotografias de prédios abandonados ou selfies em topo de guindastes são apenas mais uma forma de exibicionismo na web. Para outros, o Urban Exploring é uma forma de restaurar, salvar materiais e descobrir novos pontos de vista relacionados ao espaço urbano. Aleksey Stemmer, fotógrafo da Letônia, fez um guia de sobrevivência pra quem quer começar a se aventurar na exploração em busca de novos ângulos. “Eu estudei algum tempo em Copenhagen e depois de passar um ano fora acabei percebendo o quão pouco eu conhecia minha cidade, foi aí que resolvi começar a descobrir lugares que nunca tinha visitado e é incrível como vi muita coisa que não conhecia”, conta Stemmer durante palestra na Re:publica. Para ele, que trabalha fotografando animais, sair em busca da história da cidade é um jeito também de experimentar novas possibilidades na fotografia.

“Existem muitas coisas que as pessoas deixam para trás. Na Europa, especialmente, existem muitos desses lugares, desde bases militares abandonadas até casas e vilas inteiras vazias. São lugares que as pessoas não se importam que existem, mas que contam uma história”, comenta. Outra recompensa mencionada por Aleksey é poder ter uma fotografia inédita, um item cobiçado em uma sociedade cada vez mais cercada por câmeras. Para isso, ele já chegou a escalar torres de 120 mil metros. “É estranho quando algumas peças começam a soltar da mão, mas a sensação é de estar na altura de um avião, mas parado.”

Primeira dica: encontre um guia
A primeira regra para sair em uma jornada como esta é não ir sozinho. A segunda regra é, procure um guia ou alguém que já conheça as fragilidades do local. “Nem todos os espaços estão se deteriorando, mas é bom ter alguém que já visitou e sabe como funciona. Tem muitos posts na internet que falam sobre o assunto, entre em contato com quem já foi. Na minha cidade encontrei esse cara que sempre vai comigo nas explorações, ele conhece muito bem os lugares, mas ainda assim eu tomo muito cuidado.”

Segunda dica: nunca vandalize, roube ou quebre algo
A lei criada por Jeff Chapmann, do zine Infiltration, é uma máxima para Aleksey. Muitos desses lugares estão intocados faz décadas e muitas vezes reúnem documentos, imagens, móveis em ótimas condições, o que ajuda a preservar a magia do local. Não é você que vai chegar e estragar tudo, né? Sejam bonzinhos.

Terceira dica: nunca escale quando não tiver certeza
Eu fiquei meio em dúvida nessa, não sei se é todo dia que a gente acorda com uma puta vontade segura de fotografar os pés de cima de um prédio. Mas ele já foi e disse, acho que toda dica de segurança e bom senso é válida nessa hora.

Quarta dica: use roupas apropriadas
Botas, tênis confortáveis, calças, blusas e toucas são sempre bem vindas e facilitam a movimentação (ou a correria, esteja preparado).

Quinta dica: mantenha o equipamento leve e se lambuze com as possibilidades
Aleksey diz que o ideal é sair com o menor peso possível, tudo tem que caber dentro de uma mochila, e para fotógrafos, a gente sabe que é difícil. Um pequeno tripé de mesa e uma lente wide são bem aproveitadas. Para os profissionais (ou estudiosos), as 12mm ou 18mm full frame e as 8 a 10m são perfeitas. Flash a gosto do freguês, ele diz que usa o mínimo possível.

Conheça mais o trabalho de Urban Exploration do Aleksey Stemmer. Se você gostou da vista e quer acompanhar esse tema, a BBC fez um matéria legal sobre outros urban explorers da ex-URSS.

Alex Stemmer / Urban Photography  em Riga (capital da Letônia)

Alex Stemmer / Urban Photography em Riga (capital da Letônia)

alexstemmer7

Alex Stemmer / Urban Photography em Riga (capital da Letônia)

Alex Stemmer / Urban Photography  em Riga (capital da Letônia)

Alex Stemmer / Urban Photography em Riga (capital da Letônia)

Acompanhem nossa cobertura da Web Week na Re:publica, Media Convention e Next no Instagram @talaguim e @_stehreis

ps.: daquelas coisas que a gente não aconselha fazer em casa.