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em 18.Outubro.2012 por

“Não somos como aquelas bandas que sobem, tocam e vão embora sem surpresas”, diz baterista do Gossip

Power trio de dance punk e indie rock liderado por Beth Ditto, o The Gossip faz seu primeiro show no Brasil no festival Planeta Terra deste sábado (20), após dois cancelamentos de apresentações no país. E, pelo que a baterista Hannah Blilie disse em entrevista, dessa vez a banda vem mesmo. “Infelizmente, não pudemos estar por aí nas últimas vezes, mas não podíamos estar mais animados, vamos curtir muito tocar no Brasil.”

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em 7.Novembro.2011 por

Strokes, Beady Eye e o que sobrou do Planeta Terra

Planeta Terra 2011. Strokes e Beady Eye como headliners e muitas bandas boas de casas pequenas tentando tocar para um público mainstream. Não podia dar muito certo.

O festival foi correto, menos filas, bandas pontuais e a cerveja não era das mais caras. Algo que todo mundo comentou. O dia estava quente e o line-up brasileiro combinou muito bem com o fimi de tarde. Criolo, The Name, Garotas Suecas e Nação Zumbi abriraram bem as portas com shows animados e calorosos. E bota mais calor aí. Leia mais

em 22.Novembro.2010 por

Planeta Terra @ Playcenter

O último grande festival do ano teve ingressos esgotados pouco tempo depois de iniciar suas vendas. Quem achou que os cambistas iriam dar conta, se enganou e os arredores do Playcenter no último sábado (20), em São Paulo, viraram um verdadeiro palco de angústias para os desamparados.

Muita gente procurando por ingresso com placas, cambistas desesperados tentando comprar e o som rolando dentro do festival ajudando a dar uma alfinetadinha em quem estava do lado de fora. Dessa vez quase me dei mal com a minha mania de deixar as coisas para a última hora. A sorte foi que já tinha combinado um ingresso meia de professor (não, não sou professora) com um cara do interior que entrou com o ingresso e não vendeu. Arrisquei entrar sem carteirinha e deu certo.

Cheguei por volta das 19h para ver os shows gringos. Veja abaixo alguns pontos altos e baixos do festival. Leia mais

em 17.Novembro.2009 por

Fim de semana dos festivais – Planeta Terra 2009

Estava com tanta saudade desse meu cantinho, essas últimas semanas foram caóticas a ponto de eu não conseguir fazer nada. Mas, enfim, estou de volta (meio atrasada) com a resenha do Planeta Terra e Maquinária no fim de semana que reuniu dois dos maiores festivais do ano. Tirando o blá blá blá, resenhas técnicas, análises de set list e tudo mais que vocês já viram por aí, essas foram as minhas impressões.

Quem não pode ir ao Planeta Terra no Playcenter com certeza perdeu uma das grandes experiências musicais do ano. Mesmo disputando público com o show do Faith no More e Jane´s Addiction no Maquinária [que me deu dores no coração por não poder dar pausa no tempo para ver todos] estava cheio a ponto de ser bem sucedido, mas vazio quando se tratava de espaço e comodidade, chegar na frente do palco só exigia alguns passos onde você podia encontrar um lugar razoável e não muito apertado. Os brinquedos ficaram abertos e as filas que geralmente levam horas, não duravam mais que minutos. Eu fui em uns três até que cheguei no Cataclisma e a vontade de vomitar misturada com a breja que tinha bebido me impediram de continuar.

Os palcos estavam próximos, a ponto de não rolar uma poluição sonora, e era difícil fazer um roteiro que desce para ver tudo. O dia começou super bonito e ensolarado e o Móveis Coloniais de Acaju começou a tocar um pouco antes do horário marcado, o que deu tempo suficiente para emplacar todos os hits do novo álbum C_MPL_TE e alguns sucessos do primeiro CD nos shows super animados que eles fazem, quem já foi em algum, sabe do que estou falando. Eles são daqueles que tocam com 30 e para 30 mil pessoas com a mesma energia, exemplo disso foi a “Copacabana” ser tocada do meio do público.

Enquanto isso, no palco indie, a banda EX! liderada por Monique Maion tinha um público tímido para conquistar. Eles têm umas influências de electro pop e contam com as referências jazzísticas de Monique que super animada corria de um lado ao outro do palco fazendo estripulias. Para quem quiser conhecer, o site oficial é [www.ex.art.br] o som é bem legal até. Depois deles, o feature alternativo foi o pessoal do Copacabana Club com a vocalista Cacá que desceu do palco para ficar mais perto dos fãs no fechamento do show com “Just do it”.

O Sonic Youth de longe era a banda mais esperada da noite [inclusive por mim, a Kim Gordon é meu sonho de futuro]. Depois de uma apresentação mediana no Claro que é Rock em 2005, onde também compartilhou palco com Iggy, mostrou porque continua sendo a banda mais representativa do cenário alternativo depois de 29 anos. Mesmo sem a presença do guitarrista Lee Ranaldo que sofreu uma lesão no braço e como muitos já falaram, sem se apegar a grandes hits, das 15 músicas tocadas do set list foram 8 sons do novo álbum The Eternal como “No Way”, “Calming, the Snak” e “The sprawl”. Kim Gordon foi um espetáculo à parte, charmosa e espontânea fez de “Jams Run Free” uma brisa pessoal onde rodou em torno de si mesma até cair no chão de tontura. E Thurston Moore é uma lenda viva, com praticamente a mesma roupa e o mesmo cabelo do início de carreira, dava a composição da banda no palco um aspecto de conjunto, de divisão de brilho. Sem disputas, só pelo rock and roll. A chuva deu o toque final, nas horas certas, parecia quase que premeditada.

O Ting Tings não me convenceu. O som é chicletinho, funciona na balada, mas no palco é um fiasco. Não dava para saber o que Katie estava tocando, o que estava gravado e o que era eletrônico. Uma mistura confusa onde ela se revezava entre instrumentos que não tinham sincronia nenhuma. Não tinha nem como disputar o horário com IggyPop que valeu bem mais a pena.

O vovô totalmente na contramão do Sonic Youth que era uma BANDA, mostrou porque seu nome foi separado dos Stooges. A banda praticamente servia as loucuras dele do palco que dançava e cantava com a mesma voracidade de sua juventude. De vez em outra abaixava um pouco a calça até que sua bunda estivesse totalmente a mostra, sua voz oscilava entre o sofisticado grave do novo álbum de jazz e os gritos histéricos que lhe deram a fama. Mesmo meio torto e uns kilos mais gordo chamou o pessoal para subir ao palco, deu uma polemizada e arrumou encrenca com os seguranças e fotógrafos. O repértório da banda foi bem escolhido e clássicos como “Raw Power”, “Search & Destroy” e “I Wanna be your dog” fizeram a noite.

A noite foi fechada com os eletrônicos Etienne de Crécy e Anthony Rother que deram o clima de balada para quem conseguiu sobreviver ao festival [eu já estava morta, com os pés machucados]. Etienne com um palco cheio de efeitos de luzes, como se estivesse no centro de um cubo mágico tocou um som bem cheio e sincronizado. Eu sou suspeita para falar [ sou muito cachorro perto de árvore de Natal, qualquer luz me atrai] mas achei a apresentação bem legal, como não tinha NENHUMA foto boa e poucos vídeos, vai esse de exemplo. Já o Rother vi bem pouco, apesar dele parecer um Danny de Vito latino e ouvir o Peu falar dez vezes que ele era o poeta da música eletrônica, achei o set bem legal. O mais interessante é que essas apresentações são muito diferentes do que se está acostumado a ouvir em pistas em que o DJ é um mero coadjuvante.

Sai de lá ainda meio bêbada, com os pés acabados e uma puta dor de estômago, mas sobrevivi feliz porque não passei stress com a organização que mandou muito bem tanto na comunicação visual quanto na prática lá na hora, na facilidade e diversas opções sensoriais para se divertir e a divulgação do festival que foi master bem falada. Tanto que me fez manter esse post mesmo uma semana depois. ;)

Para ver vídeos, clique aqui, o Terra TV fez toda a cobertura.

Cobertura para o Mundo Rock de Calcinha.

em 13.Novembro.2008 por

Resenha The Breeders no Planeta Terra

Um universo paralelo, um pub escondido nos anos 90. O mais foda dos fodásticos do indie stage. Apesar de estar de pé por osmose e não sentir as pernas, fiquei firme até os 10 minutos finais na apresentação do The Breeders. As gêmeas Kim (vocal) e Kelley Deal (guitarra) seguidas por Cheryl Lyndsey (guitarra), Mando Lopez (baixo) e Jose Medeles (bateria) demonstraram anos de intimidade com o palco, principalmente na maneira como interagiram com o público. Aberto com “Tipp City”, além de relembrar grandes sucessos como “I Just Wanna Get Along” e “Bang On” as músicas foram tocadas em seqüência, com apenas algumas pausas para as risadas das irmãs e alguns goles de cerveja. O show ainda teve sons com “Huffer”, “Night Of Joy” e pontos altos vieram com “Divine Hammer”, “No Aloha” e “Drivin´ on 9”. Mas, a apresentação toda foi calorosa e divertida, a guitarrista Cheryl fez questão de mostrar a bunda e “Cannonball” tirou todo mundo do chão. Ainda sobrou espaço para Kelley tocar a única música que aprendeu no violino e as covers de “Shocker In Gloomtown” do Guided by Voices e “Happiness Is A Warm Gun” dos Beatles. O bis ficou por conta de “Regala Me Esta Noche” com o espanhol meio enrolado da vocalista. Mas, que não podiam ter fechado as apresentações do galpão de forma mais nostálgica.

Foto: Marcelo Pereira (Terra)

em 12.Novembro.2008 por

Planeta Terra 2008

Cheguei ao Festival meio atrasada, mais especificamente no finzinho do show dos mato-grossenses do Vanguart. Mas, ainda consegui ouvir as duas últimas músicas “Hey Ho Silver” e “Semáforo”. O show acabou e saí correndo para o indie stage para ver o multinstrumentista Curumin, que entre os vocais e a bateria tocou sons como “Compacto” e “Caixa Preta” que deixou a pista com clima de pancadão.

Já estava chegando o horário da Mallu Magalhães dar seqüência as atrações do main stage, então voltei pra lá e já estava rolando “Tchubaruba”. A banda que usava cartolas fez um bom show, mas muito tranqüilo para o que o público estava esperando. Sons como “Vanguart” e “Folsom Prision Blues” foram grandes destaques da apresentação. Voltei correndo para o indie para ver o Animal Collective e a apresentação foi uma loucura, diferente de tudo que eu já tinha assistido, um mistura de vários ritmos e ruídos diferentes, uma atmosfera lisérgica. Como o show acabou pertinho do The Jesus and Mary Chain começar, acabei perdendo Foals. Os escoceses fizeram uma apresentação com seus maiores clássicos, mas achei morna e sem surpresas.

Enquanto rolava Spoon no indie, eu pulava e cantava sucessos que embalaram minha adolescência com o Offspring, um dos primeiros grandes shows da noite. Com o quarteto bem mais velho para algumas de suas letras, o público (inclusive eu) mesmo sabendo do tempo de carreira da banda, esperava os garotos de dez anos atrás. Mas, foi um revival do álbum Americana, eles tocaram os maiores hits, “Have You Ever”, “Why Don’t You Go Get A Job”, “Walla, Walla” e ainda “The Kids Aren’t Alright” e “Pretty fly (for a white guy)”, um show cheio de energia e rodas de bate cabeça.

Na segunda música do Bloc Party, o palco principal começou a esvaziar e nem o pedido de desculpas do vocalista Kele Okereke pelo acontecido no VMB fez o público voltar. Enquanto isso, o Breeders arrasou no indie, resenha que você confere no post acima, um caso a parte.

E o show mais aguardado da noite já começava a demorar para quem estava muitas horas em pé. Dei uma volta na Vila dos Galpões, visitei a feirinha do Mundo Mix, o setor de reciclagem e o DJ stage que estava meio vazio. Finalmente os Kaiser Chiefs sobem ao palco e abrem o show com “Everything Is Avarage Nowadays” e o tecladista Nick Baines que ficou internado em São Paulo, mesmo doente compareceu e fez a alegria dos fãs. Além de ser chamado de herói diversas vezes, com um português arranhado, pelo vocalista Ricky Wilson. Com exceção de suas piadinhas cansativas e o som que estava estranhamente baixo, ele literalmente se jogou no público e o show foi fantástico! Tocaram “Ruby”, “Angry Mob”, “Everyday I Love You Less And Less”, “Modern Way” e “I Predict A Riot”. A galera com vários papéizinhos pediram “Na Na Na Na Na” e o pedido foi atendido. Sem dúvida o melhor show do main stage.

E assim acabou o mais esperado festival do ano. Organizado, pontual e regado a cerveja gelada, bandas ótimas, pessoas diferentes…Uma overdose musical.

Foto: Reinaldo Marques (Terra)