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O Malaguetas é feito pela Talaguim.

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em 1.Janeiro.2010 por

Stella Artois viraliza Florence and The Machine

A banda você pode não conhecer, mas a cerveja eu não tenho dúvidas. A Stella Artois fez um viralzinho super legal com direito a visual vintage com a banda Florence And The Machine. Nele, a frontgirl inglesa Florence Welch solta o vozeirão e seu super charme em um programa em preto e branco. O apresentador do “Le Recycle de Luxe Show” (nome da campanha) Alain Du Monde é de mentirinha, mas o som é de verdade e é muito bom. Veja as duas versões aí embaixo.

Versão viral – You´ve Got The Love

Versão original

em 10.Dezembro.2009 por

Livro :: Anuário dos Festivais gringos 2009

Para quem gosta não só das bandas, mas das experiências proporcionadas por um bom festival, esse livro é uma sugestão generosa. Com 300 páginas recheadas com o que há de melhor nos festivais europeus, ele conta desde suas origens até histórias de fãs e fotos reveladoras do que rola em 21 festanças gringas como Glastonbury e Creamfields.

Foram 96 dias de farra do pessoal da agência Independents United [invejinha boooa]. O livro custa 16 euros na Amazon [se conseguir comprar (ou não) deixo uma nota por aqui]. Para quem quiser conhecer mais a ideia dos caras, é só acessar o site do projeto.

Via.

em 7.Dezembro.2009 por

Easy Star All-Stars na Clash

Essa banda (ou coletivo musical) de reggae/Dub já realizou as proezas de fazer álbuns-releitura de Dark Side of The Moon do Pink Floyd e OK Computer do Radiohead, o que já não é tarefa nada fácil. Agora os nova-iorquinos estão rodando o mundo com a turnê Easy Star´s Lonely Hearts Dub Band, trabalho que dá uma cara nova para o clássico Sgt Pepper´s dos Beatles, no mínimo curioso. O ingresso está saindo por $65 pilas antecipado nos pontos de venda descritos no site da Clash, e o show rola nessa próxima quarta-feira, a casa vai abrir às 22hs30.

Para aquecer para o show:
Site da banda: easystar.com
Myspace: myspace.com/easystar

Vídeo petisco de “Lucy In The Sky With Diamonds”

em 30.Novembro.2009 por

Como se faz o parto de um clássico

Vi no Update or Die! essa session de estúdio dos Stones e achei o máximo! É um vídeo do “parto” de “Sympathy for The Devil“, um dos conhecidos clássicos da banda inspirado no livro “O Mestre e a Margarida” do soviético Mikhail Bulgakov. Compensa dar uma olhada em como os caras fazem a composição, as cores vintage das imagens e claro, para marcar nos favoritos.

em 29.Novembro.2009 por

AC/DC @ Morumbi – São Paulo

Eu sinceramente não sei como começar essa resenha, talvez seja o estado de êxtase contínuo que ainda corre pelo meu corpo. O AC/DC já vendeu 2 milhões de ingressos pelo mundo, são 2 milhões de fãs que viram o mesmo palco, (quase) o mesmo setlist e a mesma estrutura que a gente vê em qualquer bom vídeo do YouTube. Mas estar em um estádio com 70 mil pessoas (duas vezes a cidade de Taquarituba) cantando as músicas que você cresceu ouvindo, cantou milhares de vezes e até decorou as horas dos solos pro air guitar, é uma sensação difícil de descrever.

Animação de introdução do show

Depois de 13 longos anos sem voltar ao Brasil, a banda de Angus, Malcolm, Brian, Cliff e Phil voltou ao país para um espetáculo visual e auditivo, no mínimo, memorável. Quando cheguei no portão 6 da arquibancada azul do Morumbi, achei que tinha muita gente do lado de fora, mas a verdade é que só tive ideia do que estava por vir quando “Rock and Roll Train” começou a tocar, fazendo quem ainda não tinha entrado (como eu) sair correndo como se não houvesse amanhã.

“Rock And Roll Train”

Quando cheguei lá e vi a quantidade de gente e a puta estrutura do show, tive um primeiro orgasmo. Só de pensar que consegui o ingresso na tarde de sexta (Trajano saves my life) e sai de casa totalmente despreparada e sem ter a menor ideia do que ia acontecer, fiquei muito feliz por estar ali.

Para onde olhava, tudo surpreendia e o fato de não estar chovendo só deixou as imagens mais nítidas e inacreditáveis. Seja os dois bonés enormes com chifres e um A na frente sobre o palco, seja nas milhares de luzinhas vermelhas das tiaras de diabinho, até a locomotiva gigantesca encaixada no meio do palco, tudo fazia parte de uma produção megalomaníaca. E, claro, além de tudo você podia ver a poucos metros as estripulias da banda que soava assustadoramente igual aos álbuns.

Foram duas horas ininterruptas de rock and roll no seu sentido mais cru, verdadeiro e intenso. Teve “The Jack” com imagens das meninas presentes em um telão enorme com direito a Angus fazendo um strip, que foi finalizado com o guitarrista mostrando a cueca que tinha um AC/DC na bunda. Em “War Machine” rolaram umas animaçõezinhas e canto em coro, assim como “You Shook Me All Night Long” que teve até uma fã levantando a blusa, e foi uma das músicas em que eu não sabia se ria, chorava, pulava, gritava, cantava e que deu um arrepiozinho que subiu a espinha.

Quando um sino imenso desceu do palco, já dava para desconfiar de “Hell´s Bell´s” e o vocalista Brian Johnson saiu correndo do meio da passarela, pulou na corda do sino que fez ecoar a introdução da música levando a galera ao delírio. Quando Johson anunciou a próxima dizendo que “essa música fala sobre uma garota” eu já gritava enlouquecidamente por “Whole Lotta Rosie”, com a reprodução da groupie em forma de uma boneca inflável gigantesca.

“Hells Bells”

Teve ainda a clássica ” Dirty Deeds Done Dirt Cheap ” e “TNT” foi tocada em meio a labaredas de fogo que saiam estrategicamente no meio do refrão. Angus e Brian são as estrelas do show, mas quando Malcolm de cabelos grisalhos e Cliff Willians caminham sincronizadamente até o microfone para fazer os backing vocals, a sensação é de companheirismo e divisão de holofotes.

“Let There be rock” foi uma performance absurda de Angus que no auge de seus 54 anos corria pelo palco como um menino hiperativo, passou o corredor inteiro até chegar a um palco no meio do público onde ele subiu uma plataforma uns dois metros no ar, fez chover papel picado, voltou correndo (e tocando), tocou de joelhos, deitado, em cima da parede de amplificadores e terminou a música alternando riffs com palmas da plateia, uma disposição inacreditável que por vezes parece sobre-humana.

“For Those About to Rock” com explosões de canhão foi algo hollywoodiano, já que você fica tão entretido que não percebe de jeito nenhum os efeitos entrando e saindo do palco. No primeiro bis, “Highway to Hell”, teve Angus subindo de baixo do palco em meio a luzes vermelhas, em uma performance digna de um bom espetáculo.

O show acaba nesse clima de “cadê Jailbreak” de “volta”, “quero mais”. Enquanto uma chuva de fogos clareia o céu do Morumbi, a banda sai discretamente em uma van preta por trás do estádio. A vontade que dá é segui-los por todo o resto da turnê.

“You Shook Me All Night Long”

Sai de lá sentindo que o Angus suou todos os 180 reais do ingresso em um pós show que me fez lembrar daquela sensação deliciosa não só de ouvir música, mas sentir ela possuindo seu corpo e saindo por todos os poros. O rock ainda está longe de acabar.

“Back In Black”

Setlist

“Rock n’ Roll Train” – “Hell Ain’t a Bad Place to Be” – “Back in Black” – “The Jack” – “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” – “Shot Down in Flames” – “Thunderstruck” – “Black Ice” – “The Jack” – “Hells Bells” – “Shoot to Thrill” – “War Machine” – “Dog Eat Dog” – “You Shook Me All Night Long” – “T.N.T.” – “Whole Lotta Rosie” “Let There Be Rock”. BIS “Highway to Hell” – “For Those About to Rock (We Salute You)”

Fotos: Show AC/DC e Divulgação
Vídeos: YouTube

UPDATE: Para quem quiser ver mais, o Peu da Goma reuniu todos os vídeos do setlist. Vale o clique. ;)

em 23.Novembro.2009 por

O futuro do play – Ben Westermann-Clark (Grooveshark)

Você já teve o prazer de colocar o disco com uma agulha pra rodar fazendo aquele ruidinho super característico? Já precisou voltar fita com caneta Bic, fazer coletânea de CD´s com suas músicas preferidas para dar a algum amigo ou fez download de uma playlist de músicas e salvou em um pendrive/player que você não pode perder de jeito nenhum (mesmo com pasta salva no PC)? Pois é, já estávamos acostumados a dar o famoso play de várias formas, mas agora ao invés de todos esses percursos analógicos basta clicar em um botão e esperar sua música favorita tocar em qualquer rádio online ou serviço de streaming disponibilizado pelo mundo. Em uma época de troca de formatos onde até as gravadoras independentes estão questionando sua real função no mercado, a distribuição de música está passando por uma de suas maiores mudanças. E nós, seus principais experimentadores, ficamos entre o download ilegal e a iTunes Store esperando qual será o modelo do futuro.

O Grooveshark é uma dessas novas propostas, um dos seletos (e bons) serviços de streaming que ainda disponibiliza música de forma gratuita e com qualidade chegou a 1 milhão de usuários e vem crescendo cada vez mais no mercado, mesmo depois de ter gravadoras como a EMI, Capital e Virgin entrando com ações reclamando direitos autorais. Por isso, conversei com Ben, criador da plataforma e ele falou um pouco sobre o que pensa sobre pirataria e essa nova forma de distribuir música.

PERFIL

Nome: Ben Westermann-Clark
Idade: 24
Música é…a razão pela qual estou aqui.
Sonho: Lembrar dos meus sonhos.
Liberdade é: escravidão.
Último show que você viu: Há uma semana, quando Travis Whitton que trabalha aqui com a gente tocou com a sua banda Towers of Hanoi. (e sim, eles estão no Grooveshark!).
O melhor da sua lista: All Smiles.
O pior de sua lista: Shakira – Hips Don’t Lie é definitivamente um “guilty pleasure”.
Última música que baixou “No Certain Night or Morning” do Home Video.
Quantas pessoas atualmente trabalham com você? 30

Como surgiu o Grooveshark?
Ele começou mais como um objetivo do que como um produto, queríamos fazer algo para ajudar artistas, músicos, rótulos, selos e gestores, e todos eles têm uma maneira de conseguir o que funciona fora da indústria convencional. Desde que o Napster nasceu, a pirataria tem crescido muito – e um monte de coisas que a indústria tentam fazer para combatê-la ainda não conseguiu impedir isso. Nós sentimos que a melhor maneira de competir está em um produto supostamente pirata, mas que atenda as necessidades do público com um streaming completo e mais fácil de usar do que o download ilegal.

Já que a plataforma é free, como você ganha grana com isso?
Os lucros do Grooveshark vêm de lugares diferentes. Como qualquer bom arranque da web, temos alguns grandes investidores que nos ajudaram a chegar a este ponto, investindo não só capital, mas os recursos pessoais e orientação para fazer a empresa crescer. Agora, uma boa parcela de nossa receita vem de anúncios no site. E se os usuários do Grooveshark querem se livrar dos anúncios, bem como desfrutar de algumas funcionalidades extra exclusivas oferecemos uma assinatura VIP. Temos também uma ferramenta para que artistas se promovam e descubram potenciais novos fãs fora de seu país usando o Grooveshark. Além de outros dados e análises sobre como a música está repercutindo, as bandas podem conhecer potenciais ouvintes na Grooveshark Radio.

Você se considera um capitão de um navio pirata?
Eu me acho mais um cozinheiro em um navio de guerra da marinha que quando as coisas ficam quentes sai da cozinha para dar um chute na bunda do Tommy Lee Jones.

O que você mudaria na indústria da música?
Acho que a coisa legal é que a indústria da música está mudando sozinha. As pequenas e grandes gravadoras estão abraçando o poder de distribuição que a internet oferece, em vez de ter medo da mudança. Blogs divulgam a sua música de graça, as mídias sociais de música – tanto legais como ilegais – vão distribuir a sua música para os fãs, e obter conteúdo lá fora.

Você acha que as gravadoras vão ganhar essa corrida, ou a cultura do “free” pode ser implementada?
Ouvir música na internet nunca vai deixar de ser gratuito, existem muitas maneiras de comprar CD´s para ouvir música online e elas nunca vão parar. Ao mesmo tempo, as gravadoras nunca vão deixar de existir. Pirataria por pirataria não é bom, e não é justo com o pessoal que está tentando ganhar a vida com sua música. Mas, como qualquer indústria, aquelas pessoas que são realmente capazes de viver de música serão aquelas que se adaptarem, acompanharem as tendências e investirem em novos modelos para tempos mais modernos.

Em que modelo você aposta para o futuro?
Estudos após estudos mostram que os consumidores de hoje são mais dispostos a gastar dinheiro com música, ele só tem que ver um real valor no produto. Se você quer apenas ouvir uma canção, que custa uma grana só por vir em um formato específico é ineficaz. As pessoas vão comprar ingressos para shows. As pessoas vão comprar t-shirts de bandas que gostam. As pessoas vão gastar dinheiro com a música em si, se é em um formato que é conveniente e razoável. Enquanto a indústria não virar as costas para tentar novos fluxos de receita e trabalhar maneiras muito criativas de aproveitar essa nova paisagem digital, ainda teremos pobres artistas esfomeados por aí.

Agora que chegaram a 1 milhão de usuários, o que você acha que ainda precisa ser feito?
Há sempre mais a ser feito! Agora nós estamos trabalhando em obter aplicações para mobile, adicionar funcionalidades a página principal, e ampliar os esforços para ajudar os artistas a navegar no mar que é encontrar fans online. A web nunca dorme, e os consumidores em toda a indústria sempre migram para sites e serviços que fornecem realmente o que elas procuram, quando e onde elas querem – por isso estamos constantemente a aprender e a adaptar para permanecer à frente da curva.

O que você acha das leis que censuram o conteúdo em algumas áreas da internet?
É complicado e depende totalmente da situação. Situações como a polícia chinesa impedindo que a informação se propague, ou leis que pressionam aceleração de banda larga (como aqui nos Estados Unidos) são horríveis. Há situações, porém, quando eu sinto que é mais uma área cinzenta – como quando se trata de artistas querendo apenas limitar o seu catálogo de uma certa maneira.

Você considera a distribuição gratuita de música um tipo de militância digital, como uma tentativa de substituir um antigo modelo?
Eu não acredito que ele é exclusivamente relacionado a liberdade de consumo, mas há uma revolução cultural em curso, a televisão já tinha mudado isso e agora a internet também está mudando. Com mais gente usufruindo de alta velocidade isso torna-se cada vez mais comum, a nossa forma de consumir mídia está mudando. Eu não vejo isso como uma revolução bolchevique, derrubando antigas potências e autocracia, é mais semelhante a um movimento de direitos civis, um movimento anti-guerra, um grupo grande de pessoas pedindo para serem ouvidas e terem seus interesses respeitados por grandes jogadores, ao invés de substituí-los.

em 19.Novembro.2009 por

Twisted Sister no Via Funchal

Depois de mais de duas décadas de espera, os fãs de glam tiveram suas preces ouvidas. O Twisted Sister estava pela primeira vez em São Paulo, em última apresentação maquiada antes do lançamento do novo álbum e o Via Funchal estava lotado. Enquanto o pessoal comprava suas brejas e ia aquecendo para o show, no som iam rolando clássicos do metal. Por volta das 22hs15, começou a tocar “It´s a long way to the top (If you wanna rock and roll)” que soou assustadoramente 1/18 do que vai rolar no show do AC/DC e foi essa mesma música que cada vez mais alta anunciou a entrada da banda. O vocalista Dee Snider entrou com toda a energia abraçando seu pedestal pink e era o único da banda maquiado naquele clássico estilo Christina Aguilera em Lady Marmalade.

O público estava tão extasiado que gritava, pulava e cantava junto aproveitando os refrões de fácil impacto da banda. E os guitarristas Jay Jay French, Eddie Ojeda e o baixista Mark Mendoza faziam a coreografia mais clichê do rock fazendo movimentos juntos para frente e para trás. Emocionado, Eddie ainda pede para que o público cante parabéns para sua filha, faz um vídeo que promete dar para ela de presente e logo engata “The Fire Still Burn”. Em seguida vem “You Can´t stop Rock and Roll” que tem a fórmula mais chiclete dos sons glams: refrões fortes e fáceis de cantar + guitarras estridentes e poses, caras e bicos para o público.

No meio do show, a peruca caiu, Dee fez piada dizendo que seu cabelo era melhor e jogou os longos cabelos loiros para o público. Eddie pediu desculpa por ter demorado tanto tempo para vir ao Brasil enquanto Dee bebia água e arrumava as madeixas atrás dos amplificadores. No melhor espírito poser, ficou próximo a luz vermelha e cantou “Burn in Hell” que foi finalizada com um solo generoso do baterista A.J. Pero que vestia uma camiseta do Manifesto Bar, casa de shows paulistana.

Outro grande momento da noite foi o hit “I Wanna Rock” em que o baixista dava vários socos no baixo e todos cantavam em um coro que a banda até pediu para apagar as luzes do palco para ver o pessoal pulando junto. E “We’re Not Gonna Take It” enlouqueceu a galera que cantou o refrão inúmeras (e cansativas) vezes. Dee pediu peitinhos para as meninas que nem deram atenção e o show foi “finalizado” com uma longa despedida e agradecimentos. O bis ficou com “Come Out And Play” e a galera foi embora satisfeita e com a promessa de novos shows por aqui.

Fotos: Stephen Solon
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