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/ tag / Metal

em 7.Dezembro.2010 por

Mapa para entender o metal

Pra você que não entende a diferença entre doom, heavy, hard, death core e trance metal (acredite, existe), aqui temos uma solução muito bacana. Criado pelo australiano Patrick Galbraith, o Map of Metal descreve um pouco de cada estilo e até ramificações mais distantes como o punk e o hardcore com um efeito gráfico bem bacana e direito a rádio que toca as músicas de cada ritmo. Vale a pena entrar e dar uma boa fuçada mesmo que você não seja muito fã. >> MAP OF METAL.

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em 16.Junho.2010 por

Entre cervejas e pipocas: Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax no cinema

Entre cervejas e pipocas, headbangers e famílias com crianças, começou às 21h da noite desta terça-feira (22), em salas de cinema de São Paulo, a transmissão de “The Big Four”, show que reuniu Anthrax, Megadeth, Slayer e Metallica no festival itinerante Sonisphere, em Sofia, na Bulgária.

O evento foi transmitido simultaneamente para 800 cidades de 31 países durante aproximadamente quatro horas. Em São Paulo, o show foi visto no Cinemark do shopping Eldorado e o UCI do Jardim Sul. Os ingressos foram esgotados nas duas salas paulistanas.

Por causa das diferenças de fuso horário, a exibição nos Estados Unidos e América Latina aconteceu com cerca de duas horas de atraso em relação à apresentação na Bulgária.

No lugar de suco e refrigerante, diversas marcas de cerveja e uma pausa ou outra para pipoca. Além de headbangers devidamente caracterizados, também assistiram à sessão diferenciada pais, filhos e gente que parecia ter saído direto do trabalho.

O Anthrax foi quem abriu a noite com gritos de fãs dentro da sala de cinema. “Caught In a Mosh”, do álbum “Among The Living” (1987), foi a primeira a mostrar como o festival estava acontecendo em alto e bom som. Sentados na cadeira e ainda tímidos, enquanto alguns fãs balançavam a cabeça e gritavam para o telão, outros ainda tentavam entender o que estava acontecendo.

Em um show que durou cerca de 40 minutos, a banda ainda tocou os covers “Got The Time”, de Joe Jackson, e “Antisocial”, do Trust, além de “Madhouse” e “Only”. O show da banda foi encerrado com “I Am The Law”, também do álbum “Caught In a Mosh”. Aos gritos, o vocalista Joey Belladonna avisava: “O Anthrax está de volta!”.

Em seguida, foi a vez do Megadeth entrar em cena. Sob comando do vocalista Dave Mustaine, a banda apostou nos clássicos, agitou o pessoal de Sofia e levantou o público dos assentos no cinema em São Paulo. O show foi aberto com “Holy Wars”, para delírio dos fãs europeus e brasileiros. Logo vieram “Hangar 18″, sucesso do álbum “Rust In Peace”, e “Hook In Mouth”. “Symphony of Destruction” foi o ponto alto, e o show foi encerrado com “Peace Sells”, do segundo álbum da banda, “Peace Sells… But Who’s Buying?”.

Quando o Slayer de Tom Araya e Kerry King –com largas correntes na cintura e um bracelete cheio de pregos– entrou tocando “World Painted Blood”, os fãs se descontrolaram e desceram para fazer um bate-cabeça na frente do telão. A banda ainda tocou “War Ensemble” e “Hate Worldwide”. “Seasons In the Abyss” foi responsável por um corte no som por parte da segurança, preocupada com a dança na frente do palco virar confusão. Em protesto, um rapaz mostrou a bunda e chamou o Metallica de “vendido”. O grupo encerrou o show com “Raining Blood”.

No intervalo antes do show do Metallica foi exibida uma homenagem a Ronnie James Dio, que morreu em maio passado de câncer no estômago. O guitarrista Kerry King (Slayer), o vocalista Dave Mustaine (Megadeth), o baterista Lars Ulrich (Metallica) e o guitarrista Soctt Ian (Anthrax) deixaram suas mensagens de luto e contaram histórias vividas nos bastidores com o músico.

Por volta das 23h30, o Metallica subiu ao palco com abertura igual a que exibiu em janeiro deste ano em São Paulo. O repertório começou com as antigas “Creeping Death” e “For Whom The Bell Tolls”, do álbum “Ride the Lightning”, de 1984. “Fade To Black” foi tocada com violão por cima da guitarra, enquanto no cinema todos cantavam alto, assim como a balada “Nothing Else Matters”. “Master of Puppets” e “One”, esta tocada ao som de canhões, foram outro ponto alto do show, encerrado com “Enter Sandman”.

Em seguida, os 16 músicos das quatro bandas se reuniram no palco para o cover de “Am I Evil”, da banda Diamond Head, em uma “celebração do metal”, como disse James Hetfield.

Com o Metallica sozinho no palco novamente, Hetfield falou que amava o público diversas vezes e tocou “Hit The Lights” e “Seek and Destroy” como bônus para finalizar o show, que por aqui, acabou quase 1h da manhã desta quarta-feira (23), ainda com o cinema lotado e algumas latas de cerveja jogadas no telão. Ao final da apresentação, Hetfield revelou que o evento será lançado em DVD.

A professora de inglês Thais Amaral foi uma das mães que esteve com o filho e marido para assistir ao show. Gustavo, de 10 anos, não pôde ir ver o Metallica em São Paulo por causa da faixa etária e disse ter adorado a experiência no cinema. Quase sem voz, ele disse: “é muito legal vir assistir assim, dá para ver tudo o que os caras estão fazendo e dá para ouvir muito bem”.

Matéria publicada no UOL Música.


Lemmy-Kilmister-rock-icon-doc
em 7.Janeiro.2010 por

“Lemmy, The Movie” e a vida de um Motörhead

O rock é cada dia mais dos posers e menos dos ícones. Digo isso, porque não consigo enxergar nesses últimos anos ícones musicais tão representativos e autênticos quanto os de décadas atrás. E isso não é nóia de gente que acha que tudo o que é velho melhor, até porque nem sou tão velha assim. Mas, parando para pensar com calma, quais são os 10 primeiros caras que podem ser lembrados logo de primeira quando você pensa em um ícone? Isso, claro, levando em consideração que ícone é aquele cara que transcende um avatar no Guitar Hero ou Rock Band.

Com todas os seus 40 anos de carreira (35 só no Motörhead) Lemmy Kilmister mostra em seu filme o que é ser um ícone. “Lemmy, The Movie” é um documentário que mostra a carreira toda do baixista/vocalista desde que era roadie do Jimi Hendrix até os anos gloriosos com a banda que o consagrou. Link para assistir:

Com depoimentos que vão de Dave Grohl a Peter Hook, de Ozzy Osbourne a Johnny Knoxville, “Lemmy” ainda mostra bastidores de shows e sua relação com a família. O filme foi dirigido por Greg Olliver e Wes Orshoski, que já trabalharam com grandes nomes e na imprensa especializada. Depois de quase dois anos de teasers, o filme será finalmente lançado no SXSW que rola simultâneamente em vários pontos da cidade de Austin, no Texas. O festival está programado para março desse ano.

Se quiser dar uma espiada em outro documentário sobre ele na íntegra, assista o “Live Fast, Die Old”, filme que acompanha uma turnê da banda e tem legendas em português.