Planeta Terra 2011. Strokes e Beady Eye como headliners e muitas bandas boas de casas pequenas tentando tocar para um público mainstream. Não podia dar muito certo.

O festival foi correto, menos filas, bandas pontuais e a cerveja não era das mais caras. Algo que todo mundo comentou. O dia estava quente e o line-up brasileiro combinou muito bem com o fimi de tarde. Criolo, The Name, Garotas Suecas e Nação Zumbi abriraram bem as portas com shows animados e calorosos. E bota mais calor aí.Mas do White Lies pra frente não rolou muito entusiasmo. Broken Social Scene e Bombay Bicycle Club foram uma massaroca indie que a galera não vibrou. É claro que por galera entenda que deviam ter algumas cinco, dez exceções de fãs perdidos, mas que não faziam muito volume.

Gang Gang Dance experimentou demais e não agradou. Goldfrapp apesar de em algumas horas rolar um efeito estranho na  voz de Alison, foi legal. Como diria o fotógrafo ao meu lado, “é tipo uma Blondie mais velha”.

Interpol foi legal, mas acho que também ganharia mais pontos (como ganhou na Clash), com um clima intimista. Beady Eye, você pode ler na íntegra aqui. Mas o resumo é: a falta de carisma não é compensada com clássicos, assim como acontece com o Oasis, e parece que isso incomoda Liam, que sai do palco sem gritos de fãs, pedidos de bis ou entusiasmo depois de apresentar “Sons Of The Stage”.

Strokes fechou a noite bem, qualquer coisa que eles tocassem me deixaria feliz, mesmo do pior jeito possível. Pra muitos, e pra mim, o show mais legal da noite. Acho que um resumão bem por cima é esse. Esperamos melhoras no line e na organização no ano que vem. E bora pro SWU.