Cheguei ao Festival meio atrasada, mais especificamente no finzinho do show dos mato-grossenses do Vanguart. Mas, ainda consegui ouvir as duas últimas músicas “Hey Ho Silver” e “Semáforo”. O show acabou e saí correndo para o indie stage para ver o multinstrumentista Curumin, que entre os vocais e a bateria tocou sons como “Compacto” e “Caixa Preta” que deixou a pista com clima de pancadão.

Já estava chegando o horário da Mallu Magalhães dar seqüência as atrações do main stage, então voltei pra lá e já estava rolando “Tchubaruba”. A banda que usava cartolas fez um bom show, mas muito tranqüilo para o que o público estava esperando. Sons como “Vanguart” e “Folsom Prision Blues” foram grandes destaques da apresentação. Voltei correndo para o indie para ver o Animal Collective e a apresentação foi uma loucura, diferente de tudo que eu já tinha assistido, um mistura de vários ritmos e ruídos diferentes, uma atmosfera lisérgica. Como o show acabou pertinho do The Jesus and Mary Chain começar, acabei perdendo Foals. Os escoceses fizeram uma apresentação com seus maiores clássicos, mas achei morna e sem surpresas.

Enquanto rolava Spoon no indie, eu pulava e cantava sucessos que embalaram minha adolescência com o Offspring, um dos primeiros grandes shows da noite. Com o quarteto bem mais velho para algumas de suas letras, o público (inclusive eu) mesmo sabendo do tempo de carreira da banda, esperava os garotos de dez anos atrás. Mas, foi um revival do álbum Americana, eles tocaram os maiores hits, “Have You Ever”, “Why Don’t You Go Get A Job”, “Walla, Walla” e ainda “The Kids Aren’t Alright” e “Pretty fly (for a white guy)”, um show cheio de energia e rodas de bate cabeça.

Na segunda música do Bloc Party, o palco principal começou a esvaziar e nem o pedido de desculpas do vocalista Kele Okereke pelo acontecido no VMB fez o público voltar. Enquanto isso, o Breeders arrasou no indie, resenha que você confere no post acima, um caso a parte.

E o show mais aguardado da noite já começava a demorar para quem estava muitas horas em pé. Dei uma volta na Vila dos Galpões, visitei a feirinha do Mundo Mix, o setor de reciclagem e o DJ stage que estava meio vazio. Finalmente os Kaiser Chiefs sobem ao palco e abrem o show com “Everything Is Avarage Nowadays” e o tecladista Nick Baines que ficou internado em São Paulo, mesmo doente compareceu e fez a alegria dos fãs. Além de ser chamado de herói diversas vezes, com um português arranhado, pelo vocalista Ricky Wilson. Com exceção de suas piadinhas cansativas e o som que estava estranhamente baixo, ele literalmente se jogou no público e o show foi fantástico! Tocaram “Ruby”, “Angry Mob”, “Everyday I Love You Less And Less”, “Modern Way” e “I Predict A Riot”. A galera com vários papéizinhos pediram “Na Na Na Na Na” e o pedido foi atendido. Sem dúvida o melhor show do main stage.

E assim acabou o mais esperado festival do ano. Organizado, pontual e regado a cerveja gelada, bandas ótimas, pessoas diferentes…Uma overdose musical.

Foto: Reinaldo Marques (Terra)