malaguetas
O Malaguetas é feito pela Talaguim.

22 resultados para "futuro do play"

marilyn2
em 19.Janeiro.2015 por

Em busca do clique perfeito: “The Photographers’ Choice” no C|O Berlin

Para Cartier-Bresson, escolher uma foto em uma finada folha de contato era como tirar um bom vinho para um jantar, muito mais sobre fazer uma escolha memorável do que oferecer um banquete de opções. Este sensível processo de análise é o ponto de partida da exposição ”Contact Sheets – The Photographers’ Choice”, que nós acompanhamos no C|O Berlin. Leia mais

radio_frequency
em 3.Junho.2013 por

#passadodoplay – Como eram feitos os cortes de música nas rádios da década de 80

Você pode ainda não conhecer, mas a gente tem por aqui uma série chamada o FUTURO DO PLAY, em que conversamos com vários caras de rádios online falando sobre como será o futuro da música. Mas durante uma série de entrevistas e materiais para o filme “Faroeste Caboclo”, revisitei o passado das rádios, pra explicar como eram feitos os cortes em músicas longas, que é o caso desse clássico da Legião Urbana. Se você gosta ou não é outra história, mas sem dúvida, é curioso de saber. Leia mais

em 22.Novembro.2010 por

Planeta Terra @ Playcenter

O último grande festival do ano teve ingressos esgotados pouco tempo depois de iniciar suas vendas. Quem achou que os cambistas iriam dar conta, se enganou e os arredores do Playcenter no último sábado (20), em São Paulo, viraram um verdadeiro palco de angústias para os desamparados.

Muita gente procurando por ingresso com placas, cambistas desesperados tentando comprar e o som rolando dentro do festival ajudando a dar uma alfinetadinha em quem estava do lado de fora. Dessa vez quase me dei mal com a minha mania de deixar as coisas para a última hora. A sorte foi que já tinha combinado um ingresso meia de professor (não, não sou professora) com um cara do interior que entrou com o ingresso e não vendeu. Arrisquei entrar sem carteirinha e deu certo.

Cheguei por volta das 19h para ver os shows gringos. Veja abaixo alguns pontos altos e baixos do festival. Leia mais

em 17.Novembro.2009 por

Fim de semana dos festivais – Planeta Terra 2009

Estava com tanta saudade desse meu cantinho, essas últimas semanas foram caóticas a ponto de eu não conseguir fazer nada. Mas, enfim, estou de volta (meio atrasada) com a resenha do Planeta Terra e Maquinária no fim de semana que reuniu dois dos maiores festivais do ano. Tirando o blá blá blá, resenhas técnicas, análises de set list e tudo mais que vocês já viram por aí, essas foram as minhas impressões.

Quem não pode ir ao Planeta Terra no Playcenter com certeza perdeu uma das grandes experiências musicais do ano. Mesmo disputando público com o show do Faith no More e Jane´s Addiction no Maquinária [que me deu dores no coração por não poder dar pausa no tempo para ver todos] estava cheio a ponto de ser bem sucedido, mas vazio quando se tratava de espaço e comodidade, chegar na frente do palco só exigia alguns passos onde você podia encontrar um lugar razoável e não muito apertado. Os brinquedos ficaram abertos e as filas que geralmente levam horas, não duravam mais que minutos. Eu fui em uns três até que cheguei no Cataclisma e a vontade de vomitar misturada com a breja que tinha bebido me impediram de continuar.

Os palcos estavam próximos, a ponto de não rolar uma poluição sonora, e era difícil fazer um roteiro que desce para ver tudo. O dia começou super bonito e ensolarado e o Móveis Coloniais de Acaju começou a tocar um pouco antes do horário marcado, o que deu tempo suficiente para emplacar todos os hits do novo álbum C_MPL_TE e alguns sucessos do primeiro CD nos shows super animados que eles fazem, quem já foi em algum, sabe do que estou falando. Eles são daqueles que tocam com 30 e para 30 mil pessoas com a mesma energia, exemplo disso foi a “Copacabana” ser tocada do meio do público.

Enquanto isso, no palco indie, a banda EX! liderada por Monique Maion tinha um público tímido para conquistar. Eles têm umas influências de electro pop e contam com as referências jazzísticas de Monique que super animada corria de um lado ao outro do palco fazendo estripulias. Para quem quiser conhecer, o site oficial é [www.ex.art.br] o som é bem legal até. Depois deles, o feature alternativo foi o pessoal do Copacabana Club com a vocalista Cacá que desceu do palco para ficar mais perto dos fãs no fechamento do show com “Just do it”.

O Sonic Youth de longe era a banda mais esperada da noite [inclusive por mim, a Kim Gordon é meu sonho de futuro]. Depois de uma apresentação mediana no Claro que é Rock em 2005, onde também compartilhou palco com Iggy, mostrou porque continua sendo a banda mais representativa do cenário alternativo depois de 29 anos. Mesmo sem a presença do guitarrista Lee Ranaldo que sofreu uma lesão no braço e como muitos já falaram, sem se apegar a grandes hits, das 15 músicas tocadas do set list foram 8 sons do novo álbum The Eternal como “No Way”, “Calming, the Snak” e “The sprawl”. Kim Gordon foi um espetáculo à parte, charmosa e espontânea fez de “Jams Run Free” uma brisa pessoal onde rodou em torno de si mesma até cair no chão de tontura. E Thurston Moore é uma lenda viva, com praticamente a mesma roupa e o mesmo cabelo do início de carreira, dava a composição da banda no palco um aspecto de conjunto, de divisão de brilho. Sem disputas, só pelo rock and roll. A chuva deu o toque final, nas horas certas, parecia quase que premeditada.

O Ting Tings não me convenceu. O som é chicletinho, funciona na balada, mas no palco é um fiasco. Não dava para saber o que Katie estava tocando, o que estava gravado e o que era eletrônico. Uma mistura confusa onde ela se revezava entre instrumentos que não tinham sincronia nenhuma. Não tinha nem como disputar o horário com IggyPop que valeu bem mais a pena.

O vovô totalmente na contramão do Sonic Youth que era uma BANDA, mostrou porque seu nome foi separado dos Stooges. A banda praticamente servia as loucuras dele do palco que dançava e cantava com a mesma voracidade de sua juventude. De vez em outra abaixava um pouco a calça até que sua bunda estivesse totalmente a mostra, sua voz oscilava entre o sofisticado grave do novo álbum de jazz e os gritos histéricos que lhe deram a fama. Mesmo meio torto e uns kilos mais gordo chamou o pessoal para subir ao palco, deu uma polemizada e arrumou encrenca com os seguranças e fotógrafos. O repértório da banda foi bem escolhido e clássicos como “Raw Power”, “Search & Destroy” e “I Wanna be your dog” fizeram a noite.

A noite foi fechada com os eletrônicos Etienne de Crécy e Anthony Rother que deram o clima de balada para quem conseguiu sobreviver ao festival [eu já estava morta, com os pés machucados]. Etienne com um palco cheio de efeitos de luzes, como se estivesse no centro de um cubo mágico tocou um som bem cheio e sincronizado. Eu sou suspeita para falar [ sou muito cachorro perto de árvore de Natal, qualquer luz me atrai] mas achei a apresentação bem legal, como não tinha NENHUMA foto boa e poucos vídeos, vai esse de exemplo. Já o Rother vi bem pouco, apesar dele parecer um Danny de Vito latino e ouvir o Peu falar dez vezes que ele era o poeta da música eletrônica, achei o set bem legal. O mais interessante é que essas apresentações são muito diferentes do que se está acostumado a ouvir em pistas em que o DJ é um mero coadjuvante.

Sai de lá ainda meio bêbada, com os pés acabados e uma puta dor de estômago, mas sobrevivi feliz porque não passei stress com a organização que mandou muito bem tanto na comunicação visual quanto na prática lá na hora, na facilidade e diversas opções sensoriais para se divertir e a divulgação do festival que foi master bem falada. Tanto que me fez manter esse post mesmo uma semana depois. ;)

Para ver vídeos, clique aqui, o Terra TV fez toda a cobertura.

Cobertura para o Mundo Rock de Calcinha.

em 22.Dezembro.2008 por

Cordel do Fogo Encantado – Chopperia do Sesc Pompéia

Depois de meses em recesso por trabalhos paralelos do vocalista Lirinha com a peça “Mercadorias e Futuro”, os pernambucanos do Cordel do Fogo Encantado voltam para São Paulo em dois shows no Sesc Pompéia. Quando cheguei e vi “Ingressos esgotados” fiquei completamente frustrada por causa da minha mania de sempre deixar as coisas para última hora. Felizmente, cerca de 20 minutos antes do show começar encontrei um pessoal vendendo e arrematei! Enquanto descia para a fila, já soavam as primeiras batucadas de “Pedrinha” e completamente eufórica entrei correndo e segurei meu lugar na frente.

O palco decorado com cinco bonecos de arame e uma luz esverdeada que dava conta do aspecto mágico, apresentou a banda que começou com algumas músicas do último álbum, Transfiguração. A perfeita estrutura de som do Sesc, a não ser por uma breve microfonia no início que foi rapidamente corrigida, fazia com que os socos surdos dos tambores dessem a sensação de que a música vinha de todos os lados, ecoando brasilidade. Lirinha com a barba por fazer manteve sua performance intensa, mas tanto se cofundia com a teatral que vários sons foram cantados pela platéia ou pelos backing vocals dos percussionistas.

A apresentação contou com “Palhaço do Circo Sem Futuro”, “Preta”, “Morte Vida Stanley” e “Choveu”. No discurso sobre a história da Guerra de Canudos, a “Matadeira” começa a ser tocada numa catarse de batuques. Depois de uma representação piromaníaca, o vocalista convoca Bnegão para o dueto em “Pedra e bala” e no funk “Dança do Patinho” em que ele fala sobre os trabalhadores nordestinos mortos durante a construção de Brasília. A platéia que reproduzia o sotaque cantado da banda e dançava espontaneamente fez seus pedidos, mas o show foi curto. Chega a hora de sair para ver a reação da platéia e eles voltam sob gritos para mais uma e encerram com Lirinha declamando “Ai se sêsse” terminando o show em coro pelo público.


Cordel do Fogo Encantado:

José Paes de Lira – Voz
Clayton Barros – Voz / Violão
Emerson Calado – Voz / Percussão
Nego Henrique – Voz / Percussão
Rafa Almeida – Voz / Percussão

http://br.myspace.com/cordeldofogoencantado
http://cordeldofogoencantado.uol.com.br

em 16.Novembro.2008 por

Resenha Porcos Cegos – Gravação do DVD no Hangar 110

Primeiro show. Primeira roda de bate cabeça, meu primeiro passo na chamada “vida bandida” foi em um show do Blind Pigs. E já faz sete anos! Pouco tempo para a longa estrada do rock and roll, mas muito intenso para quem tem só 21, não é mesmo? Parei para refletir um pouco sobre a cena e percebi que várias coisas mudaram, mas outras pararam no tempo. Isso provavelmente virará um post nos próximos dias.

Minhas últimas andanças no main stream me fizeram esquecer o quanto os shows punks são divertidos e que o underground não existe só nos subúrbios “glamourosos” de Londres ou Nova York. Os anos passaram e a cena independente de São Paulo permaneceu, com seu estilo e atitude autênticos.

E o Blind Pigs, que agora é Porcos Cegos, contribuiu com algumas boas mudanças. Com o argumento que o português é uma “língua foda” eles abdicaram das letras em inglês e criaram ainda mais proximidade com seu público, iniciando uma nova fase da carreira e escrevendo mais uma página na história do underground paulista. Ontem no Hangar 110, comemoraram 15 anos de carreira com a gravação de um DVD.

A festança foi aberta pelo pop punk do The Razorblades. Passa-mal (vocal e baixo), Cani (guitarra) e Fifo (bateria) que começaram até antes do horário previsto, agitaram o pessoal que estava chegando. No show curto tocaram sons como “Little Girl” e “Let Me Go” além do cover de “Sheena Is A Punk Rocker”. Apesar de ficar devendo “Blond Devil” a apresentação foi bem legal, um aperitivo para o que estava por vir.

O segundo show ficou por conta de Jhun (vocais), Nako (guitarra e backing vocals), Kadu (baixo e backing vocals) e Minoru (bateria e backing vocals). O Slot que já me tinha sido recomendado pelos backing vocals impecáveis (que fui obrigada a concordar) tocaram vários sons da sua primeira demo com direito a gaita e destaques para a música “Rocker”.

Assim como todas as bandas muito pontuais, a família Skarrapatos chegou de Guarulhos em um verdadeiro clima de festa. A banda super animada já começou a aquecer a galera que começava a encher o Hangar. Sons como “Não Paro De Beber”, “Pro Puteiro Eu Vou” e “O Futuro Trago Comigo” foram pontos altos do show. Os vocalistas Klebaum e Paulinho tiraram todo mundo do chão e depois do beijo de Paulinho na fã, eles convidam o público a subir no palco, que ficou tão cheio a ponto de ter mosh!

Depois de mais de meia hora de espera e com a casa entupida de gente, marchas e trombetas começam a surgir e finalmente o show é aberto com “Para Incomodar”. Os Porcos Cegos começam a gravação e o Hangar em ebulição vibrou com sons do novo álbum como “Heróis e Rebeldes”, “Conquistas” e “Geração Domesticada”. Depois de uma breve pausa da banda pedindo para o pessoal se organizar, o segundo bloco foi marcado pelas já clássicas “Conformismo e Resistência”, “O Idiota”, “Sete de Setembro”, “Verão de 68” e “Av. São João”. O show durou cerca de uma hora e entre câmeras do palco e da platéia foi fechado com agradecimentos e mostrando o novo símbolo da banda. Entre outras coisas a gravação comemorativa mostrará que se depender dos fãs, ainda muitos anos virão.

Matéria e fotos para:
Vale Punk

Para conhecer os sons das bandas:

The Razorblades
www.myspace.com/razorbladesband

Slot
http://www.slotband.com/

Skarrapatos

http://www.skarrapatos-ko.com.br/

Porcos Cegos
http://www.blindpigs.com.br/

Hangar 110
http://www.hangar110.com.br/

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