Nome: Anthony Volodkin
Idade:
24
Música é…
“Para mim a música comunica sutilezas, sentimentos e energia que por vezes é impossível descrever com palavras. Algumas músicas se tornam âncoras que me fazem mergulhar em acontecimentos passados, pessoas ou momentos. É a coisa mais próxima de uma viagem que encontrei.”
Sonho:
“Inventar e pensar fora dos limites da vida cotidiana”
Liberdade:
“Fazer coisas para realizar seu sonho com uma combinação de paixão, ingenuidade e ponderação”

Último show que viu: Booka Shade no Music Hall de Williamsburg, no Brooklyn
O melhor da sua playlist: Peter Broderick – “Something has Changed”
O pior da sua playlist: “Лола – Лола беги” (“Run Lola, Run”) – Uma música que estava em uma competição de bandas em um site russo, que usa um trecho da trilha sonora de Matrix, e algumas outras coisas. Além disso a letra tem referências do filme “Corra, Lola Corra”. Eu realmente gosto da voz. Para ouvir, clique aqui.
Último download: Ben Frost – By the Throat (o álbum)
Três projetos musicais que você admira: “Nine Inch Nails – Trent Reznor e a execução de todas as coisas envolvendo negócios e música. O Sixty One, talvez a experiência mais interessante de música na web e o Last.fm, um dos esforços mais autênticos na criação de novas interações com música online. A idéia de scrobbling é poderosa, e a devoção da equipe para ele não é menor.

Veja a entrevista que fiz com ele para uma matéria do UOL MÚSICA abaixo:

Uma das primeiras versões do blog em 2007
Uma das primeiras versões do site, em 2007

Você acredita que os serviços de música fazem parte de uma revolução cultural? Você acha que no futuro, o pago e gratuito funcionarão com qualidade?

Os serviços que envolvem música criam novas formas de interagir, discutir, se encontrar com a música e definitivamente mudar a cultura. Eu não acho que simplesmente fazer música acessível de forma gratuita é mais suficiente, mas é certamente interessante ver o que acontece quando isso é possível. O Napster revolucionou as coisas porque não eram possíveis antes dele, mas hoje, livre não é suficiente para causar impacto. Eu também acho que é interessante algum ponto do processo envolver dinheiro, para que os criadores possam ser apoiados. Se usado corretamente, o dinheiro faz com que as pessoas possam fazer música, experimentar mais, criar comunidades, etc.

Vocês fizeram uma parceria com o Sound Cloud, que é outra plataforma super inovadora que pretende trazer recursos diferentes para os fãs de música. E no final do ano passado, você disse em uma entrevista para a Wired que você estaria trabalhando em um aplicação para o iPhone. O que podemos esperar de HypeM este ano?

A aplicação do iPhone está quase pronta, estamos animados para compartilhar com o mundo em breve. Estamos também prestes a concluir uma atualização legal do site em poucas semanas.

Já ouvimos música em vinil, fitas cassete, CD e agora em PC e players portáteis. Como você acha que o Hype Machine está mudando a forma que as pessoas ouvem música?

O Hype Machine preserva ativamente o contexto e os meios de comunicação que encontramos online. Assim, quando alguém escreve ou de alguma forma interage com a música, queremos manter esse significado de modo que outras pessoas não apenas encontrem os arquivos mp3 sozinhos na web, mas sim encontrem histórias inteiras e imagens junto com as músicas. Dessa forma, fazemos a experiência de descoberta mais rica.

Hoje você vê o HypeM como um negócio rentável? Quanto tempo e dinheiro você investiu neste projeto? Quantos empregados você tem? Vocês têm um escritório próprio?

Nós já somos capazes de cobrir nossos custos com as receitas que recebemos de publicidade, venda de música e ingressos para shows. Somos uma equipe de cinco e trabalhamos remotamente, não há escritório. O Hype Machine é algo que começou durante a faculdade. Como me formei esse ano ele vai consumir mais e mais do meu tempo. : )

O Futuro do Play é uma série de entrevistas com caras que mudam a forma como ouvimos música atualmente. Para ver a primeira, com Ben Westerman-Clark do Grooveshark, clique aqui.