Estava aqui trabalhando e… KATAPOFF! Recebi um e-mail da ilustradora Raquel Vitorelo sobre o projeto Mulheres Desenhadas que parou meu dia. Em um processo de descoberta, ela narra de uma forma super pessoal sua relação com a cultura pop e a profissão que escolheu. 

A história da Raquel lembra a de muitas meninas que acabam deixando a arte (ou outras vontades e hobbies) de lado. Por insegurança, por medo de não atender os padrões do mercado ou pela cobrança tão desproporcional que acostumamos a impor a nós mesmas para ser mais agressivas nas competições por trabalhos ou na busca por reconhecimento.

O mais legal do projeto é que ele cria um leque variado de experiências de mulheres sobre si mesmas e o processo tão vulnerável de desenhar. Esse grande exercício de lidar com pequenos fracassos, sobre desencanar da borracha e se apegar em novas folhas. Além do Mulheres Desenhadas, o Selfless Portraits das Minas faz uma coletânea igualmente interessante.

Em um destes questionamentos, a Raquel menciona a nota que demos sobre a ausência de cartunistas na Feira do Livro de Frankfurt, em um ano dedicado a produção brasileira. E fiquei pensando que graças a união, a abertura para experimentação e algumas boas brigas compradas, nossas sobrinhas, primas e filhas terão cada vez mais mulheres para se inspirar, ~em português~.