Power trio de dance punk e indie rock liderado por Beth Ditto, o The Gossip faz seu primeiro show no Brasil no festival Planeta Terra deste sábado (20), após dois cancelamentos de apresentações no país. E, pelo que a baterista Hannah Blilie disse em entrevista, dessa vez a banda vem mesmo. “Infelizmente, não pudemos estar por aí nas últimas vezes, mas não podíamos estar mais animados, vamos curtir muito tocar no Brasil.”

O primeiro cancelamento aconteceu duas semanas antes do extinto Tim Festival, em 2008. Em 2010, quatro apresentações foram desmarcadas uma semana antes, com a justificativa de “um inesperado conflito de agendas”.

Por aqui, a turnê apresentada será a de seu sexto álbum de estúdio, “A Joyful Noise”, lançado em maio de 2012. “Tocaremos músicas para fãs antigos e novos passando por todos os nossos álbuns”, comentou a baterista, que já toca com o grupo há oito anos.

“A Betty me convidou para entrar na banda em 2004 para substituir Kathy Mendonca, quando eu ainda era baterista de uma banda punk. Foi nessa época que começamos nosso relacionamento. Hoje somos como uma família. Está sendo uma jornada incrível pra mim”, afirmou.

Questionada sobre a atual fase do Gossip, Blilie diz que a banda está em seu melhor momento. “Essa fase está muito louca. Tivemos músicas entre as mais ouvidas em várias cidades da Europa e em alguns lugares, como Alemanha e Austrália, recebemos tratamento mainstream. Mas no fim sempre voltamos para os Estados Unidos, onde tocamos em clubes pequenos e para plateias menores. Eu gosto de estar dos dois lados.”

Se o Gossip está nos planos da baterista nos próximos anos? Ela espera que sim. “Já tentei imaginar como seria mais oito anos com a banda, mas realmente não consegui. Quer dizer, não consigo me imaginar fazendo outra coisa, mas prefiro não prever e apenas curtir a estrada até lá”.

Não somos como aquelas bandas que sobem, tocam e vão embora sem surpresas

Hannah Blilie

Lançando álbuns a cada três anos desde seu primeiro disco, “That’s Not What I Heard”, de 2000, Hannah acredita que o próximo trabalho não deva demorar até 2015. “Não estamos pensando nisso agora. Mas é realmente difícil compor enquanto estamos em turnê, é tudo muito louco. Precisamos parar um tempo, voltar para casa, e lá voltamos a pensar em algo, que é o que faremos”.

A baterista, que é fã da brasileira CSS e atualmente ouve música eletrônica e hip hop para se inspirar, diz que está curiosa para ver Azealia Banks. “É a primeira vez que verei um show dela e estou muito curiosa. Garbage um pouco, eles fizeram parte da minha formação dos 90. Mas Kings of Leon não aguento mais. É algo como ‘Kings of Leon em um festival de novo?’”

Sobre o show, que começa às 22h15 e é o último do festival, a baterista antecipa que será “imprevisível”. “Não somos como aquelas bandas que sobem, tocam e vão embora sem surpresas. Gostamos de improvisar nas músicas, de colocar gente no palco, de fazer coisas fora do roteiro. Queremos vê-los felizes, e também nos divertir muito.”

Entrevista produzida para UOL Música.