Em “Sweat Shop“, três blogueiros de moda noruegueses foram convidados por um dos maiores jornais do país, o Aftenposten, a conhecer o outro lado do fast-fashion em uma fábrica no Camboja. Anikken, Frida e Ludvig fizeram uma viagem ao país em 2014 para conhecer as fábricas onde os trabalhadores recebem três dólares por 16 horas de costura em condições precárias.

O trio, que diz já ter gasto 600 dólares em compras em um mês, passa por experiências como preparar um jantar para dez pessoas com o salário de um dia, trabalhar um dia inteiro em uma fábrica costurando e ouvir histórias de pessoas que lutam por um salário mínimo de 160 dólares. Durante o processo, as opiniões dos jovens a respeito das desigualdades ganham profundidade.

O documentário foi publicado em novembro, mas só começou a criar polêmica recentemente porque Anniken, que tem cerca de 115 mil seguidores no Instagram, entrou em conflito com a H&M. Atualmente, a multinacional sueca é uma das marcas que usam a exploração das fábricas. O documentário chamou a atenção por seu tom emocional e educativo, mas nos bastidores, a produção não permitiu que os jovens mencionassem a fast-fashion nas entrevistas. Anikken escreveu um post dizendo que se sentiu usada pela rede televisiva e o Afterposten estaria sofrendo pressão da marca. O assunto foi bem comentado em setembro, mas descobrimos agora e achamos que valia a pena compartilhar.