Chega de noites mal dormidas, minas! Esse post surgiu com a ideia de trazer sugestões de pornô “female friendly”, já que muitas não curtem a abordagem do RedTube e os XXX da vida online. Reviramos o feed atrás de boas opções e encontramos algumas que vão fazer você ver conteúdo adulto de uma forma mais íntima e excitante.

Com tantas possibilidades, fetiches e fantasias, é certo pegar todas essas sensações e colocar em uma caixa fechada chamada [mulher]? E se na outra tiver alguma ideia ou sensação que te desperte interesse? O que na verdade distingue o tesão feminino, do masculino, do LGBT ou de todas as preferências ou rótulos que são criados para o amor?

Partindo do princípio que o prazer é livre e o computador é só seu, selecionamos canais, cineastas e comunidades que trazem um pouco de diversidade para quem quer dedicar um tempo a amar a si mesma ou fazer novas descobertas.

Roteiros criados pelas espectadoras 
O Dusk TV é um canal holandês que foca exclusivamente em conteúdo hetero sugerido pelas espectadoras. A ideia é mostrar algo mais natural, com orgasmos, toques e sensações reais. É erótico, não tem censura, mas se preocupa com cenários, direção de arte e a fotografia das cenas. O resultado é um material espontâneo, com minas como eu e você, sem gemidos forçados e maquiagem exagerada.

Kaethe Butcher

ilustra da berliner Kaethe Butcher

Crash Pad Series e um mini guia queer
Para quem não conhece, “queer” é um termo usado para definir um leque de sexualidade que não encaixa no tradicional papai e mamãe hétero. Esse canal é inspirado pelo longa “Crash Pad”, dirigido em San Francisco por Shine Louise Houston. Alguns enquadrariam esse filme na prateleira lésbica, mas Shine acredita que esse é um termo que combina mais com a indústria pornô masculina e não resume bem as identidades e possibilidades que o gênero abrange. O foco também é em conteúdo autêntico produzido pela comunidade LGBT.

Safadeza com classe no Lust Cinema
O Lust Cinema é um achado e pelo nome já dá pra perceber que tem uma proposta safada, porém sofisticada. Foi criado por Erica Lust, cineasta inovadora de Estocolmo, que viu a demanda de filmes alternativos e artísticos crescer e convidou outros diretores para entrarem no barco. Os longas focam em erotismo com roteiros além do dentista ou do encanador e conta com histórias que não tem menos cenas explícitas, mas respeitam o papel da mulher, com foco no prazer sem que elas se sintam subjugadas (a não ser que queiram). Entre outras diretoras para acompanhar estão Sara Koppel, que produz animações eróticas (essa imagem do topo é uma montagem que fizemos de “Naked Love”, assista aqui no Vimeo) e Murielle Scherre, que se enquadraria na categoria ‘amadora’, filmando a intimidade de casais. O canal também inclui muitos diretores, o que cria uma variedade interessante para quem curte assistir junto.

Uma arte perdida é resgatada
A diretora Camille Crimson faz vídeos em parceria com o marido Mike Flirt. Ela explica que gosta tanto de sexo oral que aprendeu a ver beleza nele, o que a motivou a fazer vídeos só sobre mulheres que curtem sexo oral masculino. O lance aqui é que a câmera fica com o foco no rosto da mulher para mostrar que dá prazer dar prazer. As cenas mostram que detalhes também podem ajudar a aumentar a líbido. Foco nos olhos, movimento da boca, no sorriso, nas mãos. Elas têm um guia didático para iniciantes e sempre trazem coisas diferentes, como uma técnica que você reveza com goles de cerveja escura. Deu sede? “The Art of Blow Job“.

Todos os tons de sadô-masô 
Para quem quer acompanhar o assunto muito além dos “50 tons de Cinza”, o Kink é uma página de fetiches com seções para iniciantes, como “Meu primeiro bondage” até o Ultimate Surrender, para quem curte pegada forte. A ideia é desmitificar o preconceito em torno deste fetiche que é muito mais que couro e chicotinho.