Guitarras distorcidas, vocalistas egocêntricos, estilo, atitude, marca. O rock é e já foi visto de várias formas e pontos de vista que variam de acordo com as mudanças e vivências da sociedade e da juventude em voga. Mas colocando na ponta do lápis e pensando de forma bem analítica, quem são os caras que fizeram do rock uma indústria? Temos sugestões aqui embaixo.
Thomas Edson x Steve Jobs
Os inventores
E aí você me pergunta querido leitor, mas porque começar a lista com inventores? Porque em 1877, Thomas Edson criou a primeira forma de gravar música: o fonógrafo. E Jobs entra porque 124 anos depois, criou o primeiro iPod, uma das últimas revoluções digitais envolvendo a experiência de ouvir música.
Bill Graham
O primeiro empreendedor
Bill Graham foi um dos grandes empreendedores da música. Judeu refugiado nos Estados Unidos, trabalhou como garçom, tentou a vida como ator até perceber que seu negócio era promover shows e artistas. E assim “lançou”, o Grateful Dead quando a banda ainda chamava “Warlocks”, apostou em novatos e promoveu desde pequenos festivais em casas de shows nova-iorquinas até o “Love, Laugher, and Music”, seu último festival em 1991.
Frase conhecida:
“A couple of years ago, a couple of geniuses put on something called Woodstock Festival. It was a tragedy. Groups recognised that they could go into larger cattle markets, play less time and make more dollars. What they’ve done is to destroy the rock industry” – NME, 71
Michael Lang

O cara que criou o Woodstock
Quando Bill Graham se refere a “couple of geniuses”, fala diretamente sobre Michael Lang e sua trupe criadora do Woodstock. Mas ao contrário do que Bill disse, o festival não foi um desastre. Michael foi produtor do festival quando ainda era esse meninote da foto esquerda, com apenas 25 anos. Ele criou o formato de evento usado até os dias de hoje. Conseguiu um investimento de 2 milhões de dólares com o mundo em guerra e fez Hendrix tocar por 30 mil dólares parcelados, quando ele só tocava por no mínimo 150 mil.
Malcolm McLaren
O pai do punk
Considerado por muitos o pai do punk inglês por ter criado o Sex Pistols e trabalhado com o New York Dolls (dentre outras bandas), McLaren foi um cara que fez barulho até mesmo na hora de seu enterro. Com um caixão customizado escrito “Too fast to live, too young to die”, ele foi acompanhado até o cemitério por dezenas de punks que lhe foram prestar uma última homenagem.
Bob Geldof
O humanista bem intencionado
Bob Geldof é o cara que simplesmente possibilitou que esse dia existissse. Produtor e empresário, criou o dia no festival Live Aid de 85, que aconteceu simultâneamente na Filadélfia nos Estados Unidos e em Londres na Inglaterra com a finalidade de abrir os olhos do mundo para a situação da fome e miséria no continente africano. Gravou algumas músicas solo e com a banda Boomtown Rats, mas é como humanista e arrecadador de fundos que é conhecido.
Carol Clerk
A primeira editora musical
O nome da lista é “10 caras que fizeram o rock sem tocar guitarra”, mas é claro que colocaria uma garota na história. Essa é Carol Clerk, editora da Melody Maker, uma das pioneiras revistas musicais de sua época. Ela pode não ter sido a primeira jornalista musical feminina, era uma editora mulher quando a mulherada ainda aprendia a ser groupie.
Ezequiel Neves
O produtor escrachado
Falecido recentemente, Ezequiel Neves trabalhou na Som Livre com Cazuza e o Barão Vermelho. Além disso, é para ele que devo meu primeiro show, Barão Vermelho em 94, e também porque adoro essa frase: “Nossa, tantos sintetizadores…Esse som parece uma penteadeira de bicha! Vamos gravar um pianinho mais stoneano”.
Jann S. Werner
O criador da Rolling Stone
Com essa cara de rapaz ingênuo, Jann S. Werner fez da imprensa musical um mundo pop desejado e odiado por muitos com a criação da Rolling Stone em 1967. Detalhe, ele tinha apenas 21 anos. Bom, o resto da história a gente já conhece, e já encontra nas bancas por aqui.
Jim Marshall
O fotógrafo das estrelas
Por trás de um grande rockstar sempre existe um grande fotógrafo. E Jim Marshall sempre estava com as lentes ligadas para Johnny Cash, Jimmy Hendrix e Janis Joplin, algumas estrelas que ele não só fotografou, mas transformou em mitos eternizados em camisetas, adesivos e uma infinidade de produtos para fãs. Morreu dormindo em sua cama em março de 2010.
Nelson Motta
O brasileiro
Para fechar a lista, o nosso brasileiríssimo Nelson Motta. Além de produzir, escrever e nos ensinar a ler sobre música ainda viveu no meio da esbórnia de grandes artistas e não teve nenhum pudor em compartilhar com a gente nas diversas biografias e análises musicais que escreveu.












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