Trailer quentinho, saiu nessa semana a prévia de “Cidade Cinza”, documentário de Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo sobre várias crews de grafiteiros de São Paulo. Entre os artistas retratados estão OsGêmeos, Nunca e Nina Pandolfo.
Na página do Facebook, eles explicam. “Este filme não é um retrato de toda a cena de grafite de SP; não é um resgate de seu histórico; não é sobre se é arte ou não; não trata da perda da essência transgressora do grafite quando enclausurado no cubo branco das galerias e dos museus. Este documentário retrata um dos principais fronts da Paulicéia: as ruas – ao mesmo campo de batalha e ponto de confluência onde a miopia cultural, a carência social e a completa falta de planejamento urbano, buzinam mais alto. Entre o caos e a descrença paulistana, o grafite é a voz surda e cimentada desta cidade brutalista.”
Quem disse que não existe cor em SP?
Muito tem se falado sobre a legitimidade do protesto do Passe Livre em si. E o que cada um acha sobre o assunto apenas no Facebook, onde todo mundo (seja reacionário, de esquerda, direita, etc) quer mostrar que tem opinião, não muda muito a vida de quem depende de ônibus e metrô todos os dias. Que sente no bolso muito mais essa alteração cada vez mais crescente e desproporcional na tarifa [VEJA TABELA] do que vidros rachados, lixos queimados e uma cabine quebrada da PM, onde você raramente encontra um policial quando é assaltado na Avenida Paulista. (more…)
O fotógrafo Spencer Tunick já criou instalações com centenas de pessoas nuas em ensaios inusitados por quase todos os continentes. Mas foi no Brasil, como parte da programação da 25ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo, em 2002, que o artista nova-iorquino relembrou a estranheza com que a nudez foi recebida pelas mulheres. ”Foi uma honra participar da Bienal, mas descobri que no Brasil as mulheres não são abertas em relação ao próprio corpo”, disse em entrevista. (more…)
Livro quentinho, lançado agora em maio, “Legends of The Blues” bebe no melhor estilo de Robert Crumb (em livros como “Pioneers of Country Music” e “Heroes of The Blues”) para ilustrar 100 ícones da música negra. Mas as imagens que você abaixo não são do ranzinza cartunista da Pensilvânia. O trabalho é de William Stout, contemporâneo de Crumb, paleontólogo e editado pela Abrams Books.
As imagens são inspiradas em fotografias dos artistas e mostram seus traços de personalidade mais exagerados. “Esta coleção mostra perfis de músicos clássicos desenhados por Stout, que capta o estilo de assinatura de cada lenda do blues e, em seguida, adiciona um texto biográfico oficial com a sua descrição pessoal e bem-humorada”, explica a editora.
No livro que custa R$ 19,95 [olha o dia dos namorados aí], estão ilustrados rostos de Robert Johnson, Ma Rainey, Billie Holiday, Howlin’ Wolf, Bessie Smith e Muddy Waters, junto com uma resenha divertida do artista sobre a obra dos blueseiros e um CD que reúne uma playlist sugerida pelo autor. Para quem quiser saber mais sobre Stout, você pode encontrar aqui. Se você gosta é de Crumb mesmo, vale relembrar alguns de seus trabalhos musicais.
Você pode ainda não conhecer, mas a gente tem por aqui uma série chamada o FUTURO DO PLAY, em que conversamos com vários caras de rádios online falando sobre como será o futuro da música. Mas durante uma série de entrevistas e materiais para o filme “Faroeste Caboclo”, revisitei o passado das rádios, pra explicar como eram feitos os cortes em músicas longas, que é o caso desse clássico da Legião Urbana. Se você gosta ou não é outra história, mas sem dúvida, é curioso de saber. Leia abaixo.
Quando a música “Faroeste Caboclo” foi lançada, cerca de 26 anos atrás, o fim da ditadura militar era recente e o medo da censura ainda pairava no ar. Com seus nove minutos de duração, recheados de palavrões e críticas sociais, a nova faixa da Legião Urbana atrapalhou a vida de muitos profissionais das rádios FM, que faziam a programação de forma manual. (more…)
Ah, o Tumblr… Quantas delícias visuais do mundo web pode nos oferecer. A boa da semana é a série The Reconstructionists, projeto criado pela escritora Maria Popova e a ilustradora Lisa Congdon. As imagens mostram o rosto de grandes pensadoras da história da humanidade, e que por “mudar a forma como nos definimos como uma cultura e viver nossas vidas como indivíduos de qualquer gênero”, são homenageadas.
As escolhidas passam por Frida Kahlo, Marie Curie, Billie Holiday e Gertrude Stein. Mas se você acha que se tratam apenas de imagens e frases de efeito, dessas que a gente vê aos montes por aí, está enganado. Os posts no Tumblr contam trechos da história da persona, reflexões da autora sobre a relação das pensadoras com o mundo atual e dados que servem de referências para buscas mais profundas. Vale a pena ir atrás.
Sentado no banquinho de um estúdio na rua Teodoro Sampaio, em São Paulo, nesta quinta-feira (29), Dado Villa-Lobos, ex-guitarrista da Legião Urbana, está inquieto.
Em entrevista, Joss falou porque gosta de tocar descalça, que não tem tempo para o amor e diz que “Não quer ser só uma cantora, quer ser muitas coisas”
Para fazer um resumão bem simples do que foi esta cobertura musical, trouxe aqui para vocês algumas fotos e textos do que rolaram por lá [...]
Quando Tyler Durden adentrou sua caverna para encontrar seu animal interior, um pinguim, em “Clube da Luta”, não imaginou que inspiraria uma série da ilustradora chinesa [...]